Mechapolis Capítulo II : A busca Amanhecer O dia mal nasceu. Era possível ouvir o som forte vindo de dentro do hangar, onde permanecia D.N.A.S.; Dankhan trabalhava arduamente auxiliado por diversos guardas das proximidades. O serviço nem parecia ser tão complexo mas era necessário para está inesperada viagem. Uma parte dos reparos consistia na manutenção da estrutura do trem de pouso, dos canhões principais e alguma coisa da navegação. King Merejo resolveu ficar até depois da partida. Amon está bem receoso de ir, mas como foi um pedido direto de Maximillian, ele acabou aceitando. Arman está cuidando do combustível e, assim, a manhã findava sua jornada de maneira apressada... -E aí Dankhan? Hall principal -De acordo com os últimos relatórios, a partida de D.N.A.S. será antes
do ocaso. Acha isso realmente próprio Maximillian? Hangar Dankhan não mede esforços para terminar sua tarefa. Amon também trabalhava, Ed vem chegando, carregado por um dos guardas, deixado em uma das asas próximas a Dankhan. -Ei, perdemos o sinal. Enquanto os dois continuavam a brigar, não perceberam a chegada de Maximillian. -Muito bem! É chegada a hora, não precisam mais esperar, Amon caso não queira mais ir eu comprendo, afirmou Maximillian. Com uma voz trêmula Amon formava algumas palavras: -Irei assim mesmo, não tenho medo. Ao fundo, uma imensa figura aparecia. Centro de Comando -Todos preparem-se, ao sair D.N.A.S, a prioridade deverá ser um em todos os
setores da Mechapolis, ordenava Arman a todos os presentes. D.N.A.S. interior -Ed, Amon, todos sentados? apertem os cintos, cálculos prontos Ed? E assim D.N.A.S. mais uma vez ganhava os céus, a liberdade era a vida daquela nave, mesmo envelhecida por causa dos agentes do tempo, D.N.A.S. era um dos orgulhos de Mechapolis, rapidamente ela alçou vôo e ganhava uma certa distância, enquanto isso em solo, duas figuras continuaram olhando até a nave desaparecer totalmente. -Espero estarmos fazendo a coisa certa jovem fundador, argumentava King
Merejo. Em seguida, Maximillian partiu do Centro de Comando, deixando para trás Arman com King Merejo... -Será que ele vai ficar bem? E, assim, D.N.A.S. cruzava ferozmente o espaço, enquanto seus jovens tripulantes iniciavam o processo de stand by de suas energias, os três guardas estavam, digamos, como que embalados no bagageiro, enquanto Dankhan preparava a pequena câmara de Ed, Amon acomodava-se em uma das camas. -Vamos lá pequenino Ed, hora de ter bons sonhos. -Não me apresse! Estas câmaras sempre me deixam com dor-de-cabeça, reclama Ed, por causa da pressa de Dankhan ao colocá-lo ali dentro; ele fechou a pequena redoma e Ed rapidamente começou a cochilar. Amon concluía o modo stand by. Ficava nas mãos de Dankhan o controle desta viagem. Em longas percursos, é necessário despender o mínimo possível de energia, afinal há a volta e, usando o modo stand by, o mecha continua seu funcionamento normal, sua memória continua ativa, mas o corpo fica em total inatividade; porém, os riscos ao deixar a nave guiada apenas pelo automático são muito grandes e um piloto é sempre requisitado. Desta vez, seria Dankhan, pelas próximas 48 horas... 30 horas após D.N.A.S. - Mechapolis: Hall principal -Maximillian? Arman sai escoltado por alguns guardas e o tenente principal: mais
uma vez Mechapolis sente a pressão vinda de Sync-on. Ao longe, tão
distante quanto a linha do horizonte, é possivel enxergar os primeiros sinais
da destruição: um dos postos de defesa é cruelmente arruinado pelos
War Robots. Em caso de encontrar apenas um War Robot não há grandes problemas
em destruí-lo, mas caso seja uma emboscada por algumas centenas deles, realmente é um grande risco pois, essas pequenas unidades de ataque, são providas de
artilharia de médio porte, conseguem voar a alturas quase abaixo da linha dos
radares e seus ataques são sempre rápidos. Por formarem células numerosas, eles O tempo esgotava-se rapidamente. O início de mais um combate. Como de costume, tinha de ser muito preciso, mesmo um grupo daquele tamanho sempre indicava um perigo latente. Maximillian, desta vez, estava à frente da linha de defesa. Ele queria observar o desenrolar, afinal seu Capitão-da-guarda não estava presente, King Merejo ordenou aos seus Shark Bots que fossem em direção às linhas de defesa, para auxiliar em qualquer tipo de combate. Shark bots são pequenas unidades desenvolvidas para combate sub-aquático, muitos sao utilizados em construções, pesquisas e manutenção das espessas paredes de NET.Water, o lar de King Merejo, Quando é preciso eles podem atacar, utilizando sua única forma de combate, um poderoso canhão laser que tanto pode soldar como pode destruir os metais tipo 3 e 4, um poderoso soft lhes permite formar perfeitas estratégias em campo de batalha e, assim, eles formam a principal fonte de sobrevivência e defesa de NET.Water. -Atenção, todas as unidades, a três horas, primeira leva de War Robots!
Um dos soldados avisa o primeiro tenente. Rapidamente Maximillian saiu do Centro de Comando, deixando todos muito surpresos. O jovem fundador que pugnava contra batalhas, sentiu a necessidade de ir a campo, correndo pelas ruas vazias de Mechapolis e ele, enfim, chegava ao portão principal onde estava King Merejo. -Guardas! Abram os portões! Rapidamente os portões foram abertos, e de lá brotava o fundador de Mechapolis, levando consigo apenas uma antiga arma, uma lança de médio porte, um objeto muito familiar a Arman, Ormacimus também usava uma arma daquele tipo, ao olhar a sua frente, os War Robots estavam a alguns metros de distância, era óbvio, eles não aparentavam ser o real ataque, prontamente a primeira linha de defesa partiu em corrida frenética até eles, Maximillian também estava lado a lado de seus exércitos, o combate era intenso, baixas para ambos os lados, o som do aço sendo dilacerado era estridente, durando apenas alguns minutos, todos os War Robots já tinham sucumbido às forças da Mechapolis, mas foi quando o jovem fundador enxergou aquele feroz mecha vindo em sua direção. -Recuem, vamos, recuem todos! ordenava aos seus exércitos Vinha um incrível titã, caminhando pacientemente. De tempos em tempos, Dr.59 enviava uma máquina parecida com aquela, ele tinha força maior que cem mechas mas a velocidade era um dos seus pontos fracos o que lhe era mortal. A força dos guardas não seria páreo para enfrentar tamanho problema, por este único e simples motivo, o jovem fundador lutava, ele jamais deixaria o seu sonho, chamado Mechapolis, perecer. Maximillian apontou sua lança em direção ao monstro, que por sua vez parou sua caminhada. Os momentos extremamente tensos entre ambas as partes, um empate poderia até ser cogitado, mas Maximillian mantinha a sua postura firme, gerando uma pressão psicológica em seu adversário, levando-o a perder rapidamente sua concentração e cometendo um dos seus maiores erros: atacar. Mesmo sendo um dos maiores mechas, Maximillian tinha desenvolvido muito bem sua agilidade, e conseguia escapar dos ataques corpo a corpo com maestria e, simultaneamente, a lança que ele carregava, servia apenas como escudo para desviar dos golpes menores, seu nobre adversário não percebia mas o jovem fundador não tinha intenção de destruí-lo com vários golpes, ele estava a testá-lo e, num súbito erro, Maximillian arrancou lhe uma das pernas usando a parte cortante de sua lança. O incrível ser tombou. Maximillian tomou
uma certa distância e, quando virou-se gerou uma descarga veloz de -Maximillian? você está bem?!?!? Deixando o local, o jovem fundador marchava em direção ao seu lar. Olhando os campos, ele compreendia que, por hora, tudo estaria em paz, embora soubesse que eles voltariam. Durante o seu retorno, via a majestosa Mechapolis a salvo e isso valia qualquer esforço mas, ao mesmo tempo, ele também sentia a fadiga em seu sistema, não era mais tão jovem e, nos últimos tempos, quase não tinha como atualizar, precisava de um novo corpo mas se negava a destinar qualquer tipo de recurso para isso. Ele sempre ordenava inúmeros fatores a Arman e dizia que isso era supérfluo e que Mechapolis vinha em primeiro lugar. Espaço aberto, D.N.A.S. trinta e cinco horas após a partida -Uaa, porque me acordou??? Assim, Amon levantava de sua cama, ía até onde estava o domo em que Ed dormia, levantando-o; Ed lentamente começava a se mover. -Minha cabeça, odeio isso! Ao voltarem a cabine, ambos ficaram surpresos: lá estava o planetóide. -HeHeHeHe, viram só? Chegamos! A superfície do planeta mostrava ser bem arenosa, tinha uma atmosfera simples, mas impedia a vida nos padrões de Ed, também não era a mais adequada aos Mechas, Ed ensinava Amon a usar os sistemas basicos da D.N.A.S. e Amon dedicava-se muito a aprender tudo. -Nada, não tem nada, absolutamente nada, só pedra, terra, e vento. Assim, Ed usava os cálculos obtidos pelo sistema de Mechapolis, tentando
achar o local mais próximo para pousar. Ed também notou o aumento da temperatura
naquele planeta, após entrarem, era apenas guiar D.N.A.S. Ed, mesmo sendo uma
criatura tão pequenina, conseguia pilotar muito bem, Dankhan tinha criado
vários mecanismos para ajudar Ed nestas ocasiões, ele sempre acreditou que -Ali, está bom! Ao pousarem, Dankhan, Amon e os três guardas saíram pelo porta do compartimento de carga, para não ter nenhum perigo a Ed, lá era uma saida desenvolvida para ser selada, então nada adentraria D.N.A.S. -Certo! Vocês devem ficar aqui! Qualquer coisa iremos chamá-los. Ed,
tudo bem aí dentro? E, assim, os dois jovens começaram a andar pelo planeta desconhecido, usando um scanner portátil, Amon podia tentar localizar qualquer fato. -Há uma montanha a frente! Quando Dankhan olhou a sua frente. O local não lhe era estranho. Havia uma sensação de 'dejà vu' em tudo aquilo mas, mesmo assim, não conseguia recordar. À frente, uma entrada da caverna, soterrada por grande pedras. Demoraria muito para dar a volta. Então, ele teve uma idéia. -Ed? De longe a D.N.A.S. apontou um de seus canhões e, num disparo único e preciso, abriu a boca da caverna. -Belo disparo, Ed. Ao entrarem, o local estava deserto: um grande salão, com tudo destruído e pouco a ser aproveitado; ao fundo, um corredor, o teto tinha uma clarabóia, para a entrada de luz e que iluminava todo o local. -Isso é arquitetura! A pedra foi esculpida! analisava Amon. Continuaram andando e Amon podia observar os traços da cultura ali
presentes, ele resolveu filmar todo o local para registros futuros. Ele notou
inscrições nas paredes e ficou para continuar a catalogar o máximo possível
deixando Dankhan ir em frente sozinho. Era incrível. Os fatos ali presentes -Amon! Dankhan gritou de longe, ecoando pelo lugar. Amon saiu correndo. Ao chegar à porta e olhar, teve uma visão assustadora: centenas de cápsulas -em cada uma, habitava um ser. -Estão funcionando? Dankhan virou-se para olhar, o lado que Amon indicava, realmente tinha um pouco de luz vinda do outro lado. Neste momento ele sacou de sua pistola. -Amon, fique aonde está! Seja lá o que existir, pode não ser amigável, eu vou primeiro. E, assim, Dankhan caminhou lentamente até as cápsulas mais ao centro do saguão. -Esta aqui funciona, está em perfeito estado de animação suspensa, em sua
cápsula muito fria. Ele começou a limpar o vidro e assim enxergou em seu
interior um ser de rosto pintado, adormecido ali, nas cores prata com azul
marinho, com estrutura hiperconservada, pulsando energia pura. E, assim, os dois guardas chegaram para começar a decifrar aquele medonho quebra-cabeça: como desconectar toda aquela cápsula e ao mesmo tempo evitar a perda do ser. Dankhan, com seus conhecimentos, não teve grandes problemas. O maior deles foi realmente o peso. A operação demorou quase duas horas mas foi concluída com êxito. -Tudo conectado e ela continua dormindo. Desta forma, D.N.A.S, alçou, mais uma vez, vôo até o céu absoluto,
deixando o planetóide para trás mas carregando consigo não apenas uma
simples pergunta e, sim, um novo ser, para a nossa Mechapolis decifrar. |
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