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Mechapolis
5 de Setembro de 2004
By Lord Eternal

                  Capítulo II : A busca

                  Amanhecer

                  O dia mal nasceu. Era possível ouvir o som forte vindo de dentro do hangar, onde permanecia D.N.A.S.; Dankhan trabalhava arduamente auxiliado por diversos guardas das proximidades. O serviço nem parecia ser tão complexo mas era necessário para está inesperada viagem. Uma parte dos reparos consistia na manutenção da estrutura do trem de pouso, dos canhões principais e alguma coisa da navegação. King Merejo resolveu ficar até depois da partida. Amon está bem receoso de ir, mas como foi um pedido direto de Maximillian, ele acabou aceitando. Arman está cuidando do combustível e, assim, a manhã findava sua jornada de maneira apressada...

    -E aí Dankhan?
    -Tudo em paz Amon, mais alguns ajustes e estaremos prontos. Só encher o tanque e dar a partida, tá nervoso?
    -Até pensei que estaria mas King Merejo conversou comigo, serei o primeiro de NET.Water a ir ao espaço.
    -Ouviu isso Ed?
    -Hehehe, o orgulho de sua nação hein? Caso alguém duvide, o jovem até pode ganhar o gosto pelas viagens espaço a fora e tornar-se, de vez, o nosso terceiro tripulante.
    -Vamos com calma nisso, Ed, ainda posso dar o fora. O risco de desistir ainda vaga pela minha mente.

                  Hall principal

    -De acordo com os últimos relatórios, a partida de D.N.A.S. será antes do ocaso. Acha isso realmente próprio Maximillian?
    -Com a perda gradativa do sinal, compreendo a inevitável partida, ainda hoje.
    -Estou um pouco tenso a respeito deste assunto. E o grupo, já está escolhido?
    -A tripulação sim: Dankhan será o piloto e encarregado da missão, Ed o navegador, Amon vai para auxiliar nos registros, também mais três guardas. Como Ed é muito pequeno, não conta no cálculo normal.
    -Tem razão, agora e só aguardar o final dos ajustes.
    -Arman?
    -Fale Ed.
    -Temos notícias pouco animadoras, acabamos de perder o sinal de nossas telas.
    -Hum, entendido Ed, obrigado.
    -Maximillian, ouviu? Maximillian não responde e novamente se cala perante suas perguntas, mas seu olhar ainda permanece voltado aos céus...

                  Hangar

                  Dankhan não mede esforços para terminar sua tarefa. Amon também trabalhava, Ed vem chegando, carregado por um dos guardas, deixado em uma das asas próximas a Dankhan.

    -Ei, perdemos o sinal.
    -Hã? Mas como?
    -Da mesma forma que apareceu, desapareceu.
    -Estranho,mesmo assim iremos, seja lá o que for, é preciso ser investigado a fundo, pode ser algum futuro problema. Já passou todos os dados para o Maximillian, Ed?
    -Não sou tão incompetente como você Dankhan.
    -HaHaHaHa.
    -Amon quieto! Incompetente? Eu? Tudo bem, depois acertaremos isso, D.N.A.S., para o seu ínfimo conhecimento, está pronta há duas horas, estou aqui apenas a polir.
    -HeHeHeHe, quando você fica realmente enervado as coisas sempre saem mais rápido.

                  Enquanto os dois continuavam a brigar, não perceberam a chegada de Maximillian.

    -Muito bem! É chegada a hora, não precisam mais esperar, Amon caso não queira mais ir eu comprendo, afirmou Maximillian.

                  Com uma voz trêmula Amon formava algumas palavras:

    -Irei assim mesmo, não tenho medo. Ao fundo, uma imensa figura aparecia.
    -Amon ninguém está forçando você a ir, é arriscado, eu e Maximillian conversamos sobre os últimos acontecimentos. King Merejo tentava persuadir seu escudeiro, mas o jovem Amon, criou coragem e reforçou a sua voz.
    -Não, desta vez eu irei, chega de ser sempre poupado por todos, assim não desenvolverei nunca, eu irei. Bravas palavras do jovem Mecha fizeram Maximillian compreender o que estava em jogo.
    -Muito bem! Então, podem ir. Dankhan prepare a D.N.A.S, vocês tem trinta minutos. E, assim, Maximillian caminhava até os grandes portões, onde estava King Merejo.

                  Centro de Comando

    -Todos preparem-se, ao sair D.N.A.S, a prioridade deverá ser um em todos os setores da Mechapolis, ordenava Arman a todos os presentes.
    -Dr. 59 sempre está preparado para qualquer tipo de situação, completou Maximillian.

                  E ,assim, os imensos portões do hangar, finalmente, foram abertos... D.N.A.S. completa o aquecimento de suas turbinas.

                  D.N.A.S. interior

    -Ed, Amon, todos sentados? apertem os cintos, cálculos prontos Ed?
    -Se não batermos em nada, em dois dias estaremos chegando.
    -Bater? indagava Amon.
    -Obrigado pela insinuação. Dankhan ironizava de vez Ed.
    -Ed, trave o sistema. Amon? e aquela voz ainda trémula foi ouvida.
    -Sim, Dankhan.
    -Ainda há tempo para descer.
    -Não obrigado, eu vou.
    -Boa sorte garoto, dizia Ed.
    -Arman?
    -O local está totalmente liberado Dankhan.
    -Tenham cuidado! A qualquer sinal de perigo voltem. Não aceitarei, de forma alguma, a perda de nenhum de vocês. Era Maximillian, mesmo com suas atitudes severas ele sempre mantinha a preocupação com todos.
    -Ok! Chega de drama! Ed, acionar a propulsão! trave as cordenadas!
    -Yeah! rock'n'roll! O pequeno Ed mostrava um lado novo, inspirando-se; Amon, por um momento, pensou em descer: para ele, dois loucos estavam pilotando aquela nave, mas pelo visto era tarde.

                  E assim D.N.A.S. mais uma vez ganhava os céus, a liberdade era a vida daquela nave, mesmo envelhecida por causa dos agentes do tempo, D.N.A.S. era um dos orgulhos de Mechapolis, rapidamente ela alçou vôo e ganhava uma certa distância, enquanto isso em solo, duas figuras continuaram olhando até a nave desaparecer totalmente.

    -Espero estarmos fazendo a coisa certa jovem fundador, argumentava King Merejo.
    -Eu tenho total confiança naqueles três e eles voltarão, não tenha a menor dúvida, meu amigo. O nosso real problema será com o que eles vão encontrar.
    -Até hoje, quando você fala assim, eu fico amendrontado.

                  Em seguida, Maximillian partiu do Centro de Comando, deixando para trás Arman com King Merejo...

    -Será que ele vai ficar bem?
    -Talvez! Mesmo sendo um grande líder e tendo total comunicação com o seu povo, o jovem fundador jamais aprendeu a expressar o que acontecia em sua mente.
    -Agora só nos resta esperar.
    -Não retornarei a NET.Water, vou esperar pelo retorno deles. Com a ausência de Dankhan, Mechapolis poderá precisar de alguma ajuda.
    -Vossa Alteza é sempre bem vinda.
    -Obrigado, Arman.

                  E, assim, D.N.A.S. cruzava ferozmente o espaço, enquanto seus jovens tripulantes iniciavam o processo de stand by de suas energias, os três guardas estavam, digamos, como que embalados no bagageiro, enquanto Dankhan preparava a pequena câmara de Ed, Amon acomodava-se em uma das camas. -Vamos lá pequenino Ed, hora de ter bons sonhos.

    -Não me apresse! Estas câmaras sempre me deixam com dor-de-cabeça, reclama Ed, por causa da pressa de Dankhan ao colocá-lo ali dentro; ele fechou a pequena redoma e Ed rapidamente começou a cochilar. Amon concluía o modo stand by.

                  Ficava nas mãos de Dankhan o controle desta viagem. Em longas percursos, é necessário despender o mínimo possível de energia, afinal há a volta e, usando o modo stand by, o mecha continua seu funcionamento normal, sua memória continua ativa, mas o corpo fica em total inatividade; porém, os riscos ao deixar a nave guiada apenas pelo automático são muito grandes e um piloto é sempre requisitado. Desta vez, seria Dankhan, pelas próximas 48 horas...

                  30 horas após D.N.A.S. - Mechapolis: Hall principal

    -Maximillian?
    -Fale Arman.
    -Um grande comboio de War Robots aproxima-se do perímetro de nossa Mechapolis, distando pelo menos uma hora.
    -Caladius continua o mesmo, jamais tarda em nos atacar. ok, Arman. Preparem os guardas.

                  Arman sai escoltado por alguns guardas e o tenente principal: mais uma vez Mechapolis sente a pressão vinda de Sync-on. Ao longe, tão distante quanto a linha do horizonte, é possivel enxergar os primeiros sinais da destruição: um dos postos de defesa é cruelmente arruinado pelos War Robots. Em caso de encontrar apenas um War Robot não há grandes problemas em destruí-lo, mas caso seja uma emboscada por algumas centenas deles, realmente é um grande risco pois, essas pequenas unidades de ataque, são providas de artilharia de médio porte, conseguem voar a alturas quase abaixo da linha dos radares e seus ataques são sempre rápidos. Por formarem células numerosas, eles
conseguem dividir bem as tarefas e surpreender qualquer pelotão avançado. Por isso Mechapolis está rodeada por grandes muralhas, uma estratégia defasada para os atuais tempos, mas que aindam conseguem grandes resultados...

                  O tempo esgotava-se rapidamente. O início de mais um combate. Como de costume, tinha de ser muito preciso, mesmo um grupo daquele tamanho sempre indicava um perigo latente. Maximillian, desta vez, estava à frente da linha de defesa. Ele queria observar o desenrolar, afinal seu Capitão-da-guarda não estava presente, King Merejo ordenou aos seus Shark Bots que fossem em direção às linhas de defesa, para auxiliar em qualquer tipo de combate.

                  Shark bots são pequenas unidades desenvolvidas para combate sub-aquático, muitos sao utilizados em construções, pesquisas e manutenção das espessas paredes de NET.Water, o lar de King Merejo, Quando é preciso eles podem atacar, utilizando sua única forma de combate, um poderoso canhão laser que tanto pode soldar como pode destruir os metais tipo 3 e 4, um poderoso soft lhes permite formar perfeitas estratégias em campo de batalha e, assim, eles formam a principal fonte de sobrevivência e defesa de NET.Water.

    -Atenção, todas as unidades, a três horas, primeira leva de War Robots! Um dos soldados avisa o primeiro tenente.
    -Estranho, não tem mais de cem unidades, são muito poucos para um ataque real, contate Arman, isso é uma armadilha.
    -Senhor Arman! Atenção! Frota de ataque ínfima a nossa frente, pode ser uma armadilha!
    -Certo guarda, continue firme.
    -Hum, aumentem a área scaneada, vamos ver o que Caladius pretende agora.
    -Algo vindo por terra, portando uma massa mais densa do que os War Robots, avisava um dos guardas.
    -Desta vez será mesmo diferente, Arman, continue aqui, avise King Merejo, eu vou sair, não posso me ausentar desta luta.
    -Mas, mas, Maximillian!
    -Talvez seja melhor enviarmos mais algumas tropas.
    -Não será preciso, o nosso líder irá destruí-lo, observem a real força, o legado final de Ormacimus.

                  Rapidamente Maximillian saiu do Centro de Comando, deixando todos muito surpresos. O jovem fundador que pugnava contra batalhas, sentiu a necessidade de ir a campo, correndo pelas ruas vazias de Mechapolis e ele, enfim, chegava ao portão principal onde estava King Merejo.

    -Guardas! Abram os portões!
    -Mas o que é isso tudo, Maximillian? Indagava afoitamente o nobre de NET.Water.
    -Eu sei o que está vindo, por isso mesmo devo sair, não me impeça.
    -Então eu irei.
    -Não! Você deve ficar e ser o regente das tropas, não devemos deixar nossa Mechapolis perecer, avise os guardas. War Robots são mera distração, o que vem por terra, sim, é o nosso real perigo.
    -Muito bem, parta jovem fundador, poucas as vezes em que o enxerguei tão preparado para uma guerra, mas se você considera isso necessário, não serei eu a te impedir.
    -Obrigado Merejo.

                  Rapidamente os portões foram abertos, e de lá brotava o fundador de Mechapolis, levando consigo apenas uma antiga arma, uma lança de médio porte, um objeto muito familiar a Arman, Ormacimus também usava uma arma daquele tipo, ao olhar a sua frente, os War Robots estavam a alguns metros de distância, era óbvio, eles não aparentavam ser o real ataque, prontamente a primeira linha de defesa partiu em corrida frenética até eles, Maximillian também estava lado a lado de seus exércitos, o combate era intenso, baixas para ambos os lados, o som do aço sendo dilacerado era estridente, durando apenas alguns minutos, todos os War Robots já tinham sucumbido às forças da Mechapolis, mas foi quando o jovem fundador enxergou aquele feroz mecha vindo em sua direção.

    -Recuem, vamos, recuem todos! ordenava aos seus exércitos
    -Mas senhor.
    -Nada poderão fazer nesta luta, protejam o local, mais War Robots devem estar vindo. Ordenou Maximillian.

                  Vinha um incrível titã, caminhando pacientemente. De tempos em tempos, Dr.59 enviava uma máquina parecida com aquela, ele tinha força maior que cem mechas mas a velocidade era um dos seus pontos fracos o que lhe era mortal. A força dos guardas não seria páreo para enfrentar tamanho problema, por este único e simples motivo, o jovem fundador lutava, ele jamais deixaria o seu sonho, chamado Mechapolis, perecer. Maximillian apontou sua lança em direção ao monstro, que por sua vez parou sua caminhada.

                  Os momentos extremamente tensos entre ambas as partes, um empate poderia até ser cogitado, mas Maximillian mantinha a sua postura firme, gerando uma pressão psicológica em seu adversário, levando-o a perder rapidamente sua concentração e cometendo um dos seus maiores erros: atacar.

                  Mesmo sendo um dos maiores mechas, Maximillian tinha desenvolvido muito bem sua agilidade, e conseguia escapar dos ataques corpo a corpo com maestria e, simultaneamente, a lança que ele carregava, servia apenas como escudo para desviar dos golpes menores, seu nobre adversário não percebia mas o jovem fundador não tinha intenção de destruí-lo com vários golpes, ele estava a testá-lo e, num súbito erro, Maximillian arrancou lhe uma das pernas usando a parte cortante de sua lança. O incrível ser tombou.

                  Maximillian tomou uma certa distância e, quando virou-se gerou uma descarga veloz de
energia pura, desativando de vez seu adversário. O legado final de Ormacimus não era criar o poder para destruir e, sim, para desativar os inimigos. Acima de tudo, Maximillian, desde sua construção inicial, foi um grande pacifista, poupando seu povo. Ele ía até os campos de batalha, justamente
para evitar a perda desnecessária de mechas, como naquele caso.

    -Maximillian? você está bem?!?!?
    -Sim, Arman. Tudo está bem agora. Envie uma tropa. Vejamos o que pode ser salvo, também, deste aqui. Informe Merejo. Vencemos mais uma vez.

                  Deixando o local, o jovem fundador marchava em direção ao seu lar. Olhando os campos, ele compreendia que, por hora, tudo estaria em paz, embora soubesse que eles voltariam. Durante o seu retorno, via a majestosa Mechapolis a salvo e isso valia qualquer esforço mas, ao mesmo tempo, ele também sentia a fadiga em seu sistema, não era mais tão jovem e, nos últimos tempos, quase não tinha como atualizar, precisava de um novo corpo mas se negava a destinar qualquer tipo de recurso para isso. Ele sempre ordenava inúmeros fatores a Arman e dizia que isso era supérfluo e que Mechapolis vinha em primeiro lugar.

                  Espaço aberto, D.N.A.S. trinta e cinco horas após a partida

    -Uaa, porque me acordou???
    -Ora, tá na hora. Acorde Ed e prepare os guardas. Em breve estaremos chegando ao nosso objetivo.
    -Quantas horas dormimos?
    -Mais de trinta, deixe a preguiça de lado, Amon.
    -Tá bem, tá bem, calma.

                  Assim, Amon levantava de sua cama, ía até onde estava o domo em que Ed dormia, levantando-o; Ed lentamente começava a se mover.

    -Minha cabeça, odeio isso!
    -Bom dia, Ed.
    -Bom dia, Amon. Chegamos?
    -Não sei.
    -Por favor, me leve até a cabine, vou falar com Dankhan.
    -Agora.

                  Ao voltarem a cabine, ambos ficaram surpresos: lá estava o planetóide.

    -HeHeHeHe, viram só? Chegamos!
    -Parabéns, Dankhan: antes do tempo determinado!
    -Fiz algumas alterações nos seus mapas Ed, peguei um atalho.
    -Tanto faz, o objetivo era chegarmos. Jovem Amon, inicie o rastreamento da superfície, vamos ver o que habita lá em baixo.
    -Certo Ed, agora mesmo.

                  A superfície do planeta mostrava ser bem arenosa, tinha uma atmosfera simples, mas impedia a vida nos padrões de Ed, também não era a mais adequada aos Mechas, Ed ensinava Amon a usar os sistemas basicos da D.N.A.S. e Amon dedicava-se muito a aprender tudo.

    -Nada, não tem nada, absolutamente nada, só pedra, terra, e vento.
    -Talvez tenha algo valioso. julgava Dankhan.
    -Se tiver o que gerou o som, fico muito feliz, ter esta dor-de-cabeça, para nada, realmente iria me deixar furioso.
    -Tenha calma Ed, vamos lá: inicie o processo de descida enquanto vou até os guardas. Hora deles começarem a ser úteis.

                  Assim, Ed usava os cálculos obtidos pelo sistema de Mechapolis, tentando achar o local mais próximo para pousar. Ed também notou o aumento da temperatura naquele planeta, após entrarem, era apenas guiar D.N.A.S. Ed, mesmo sendo uma criatura tão pequenina, conseguia pilotar muito bem, Dankhan tinha criado vários mecanismos para ajudar Ed nestas ocasiões, ele sempre acreditou que
todos deveriam ajudar, não importando sua natureza.

    -Ali, está bom!
    -Talvez, Ed.
    -Bela ajuda Amon.
    -Não discordo de você, só tem terra aqui, mais nada.
    -Mesmo assim temos de encontrar. interrompia Dankhan.
    -Ali Ed, pode pousar ali, ativei os guardas, eles vão ficar do lado de fora, protegendo a nave e você, eu e Amon iremos a pé, até o local, não fica a mais do que uns dez minutos.
    -Como quiser. Desta vez não posso ir com você.
    -Não fique chateado, eu te trago algum souvenir.
    -Ôba! Animava-se Ed. Sempre, em todas as viagens, Ed coletava todas as informações possíveis.

                  Ao pousarem, Dankhan, Amon e os três guardas saíram pelo porta do compartimento de carga, para não ter nenhum perigo a Ed, lá era uma saida desenvolvida para ser selada, então nada adentraria D.N.A.S.

    -Certo! Vocês devem ficar aqui! Qualquer coisa iremos chamá-los. Ed, tudo bem aí dentro?
    -Sim, Dankhan, aqui está perfeito.
    -Bom, isso é ótimo, deixe os canais abertos.

                  E, assim, os dois jovens começaram a andar pelo planeta desconhecido, usando um scanner portátil, Amon podia tentar localizar qualquer fato.

    -Há uma montanha a frente!
    -Possivelmente, tenha vindo dali.
    -Logo descobriremos.
    -Aqui é bem quente.
    -É a falta de líquidos. Já encontrei planetas onde não conseguimos pousar, por causa da temperatura ser elevada.
    -O que é aquilo mais a frente, Dankhan?
    -Ruínas. Existe ou existiu algo neste planeta. Espero não encontrar nada terrível, mais a frente.
    -Concordo. Amon ficou muito calado neste momento, seu olhar estava fixo naquelas ruínas.
    -Acho que já vi isso, antes.
    -Bem familiar, mesmo.
    -Talvez sejam nossos antepassados. Uhuuu! Dankhan assombrava Amon.
    -Afaste-se! uhuu! O fantasma vai te pegar! Uhuu! Continuava atentando.
    -Pare com isso! É serio! O sistema indica que a estrutura da montanha é oca, tendo uma entrada.

                  Quando Dankhan olhou a sua frente. O local não lhe era estranho. Havia uma sensação de 'dejà vu' em tudo aquilo mas, mesmo assim, não conseguia recordar. À frente, uma entrada da caverna, soterrada por grande pedras. Demoraria muito para dar a volta. Então, ele teve uma idéia.

    -Ed?
    -Prossiga, Dankhan.
    -Abra a mira. Ângulo 162-norte. Está enxergando?
    -Só as rochas. Afastem-se! Daqui mesmo eu tenho condições de acertar.
    -O que ele vai fazer? Indagou Amon.
    -Aquilo que mais gosta.

                  De longe a D.N.A.S. apontou um de seus canhões e, num disparo único e preciso, abriu a boca da caverna.

    -Belo disparo, Ed.
    -Você é bem vindo, Dankhan.
    -Vamos, Amon.

                  Ao entrarem, o local estava deserto: um grande salão, com tudo destruído e pouco a ser aproveitado; ao fundo, um corredor, o teto tinha uma clarabóia, para a entrada de luz e que iluminava todo o local.

    -Isso é arquitetura! A pedra foi esculpida! analisava Amon.
    -Não só esculpida e, sim, programada. Veja isso: Dankhan catava do chão um
    chumaço de fios.
    -Mechas?
    -Talvez... Caso seja, a batalha sera bem mais fácil.
    -O sistema tem uma leitura bem vaga, ao final do terceiro corredor, à esquerda.
    -Hum, sem problemas.

                  Continuaram andando e Amon podia observar os traços da cultura ali presentes, ele resolveu filmar todo o local para registros futuros. Ele notou inscrições nas paredes e ficou para continuar a catalogar o máximo possível deixando Dankhan ir em frente sozinho. Era incrível. Os fatos ali presentes
revelavam uma cultura desenvolvida, mas por algum motivo, tinha desaparecido daquele planeta.

    -Amon! Dankhan gritou de longe, ecoando pelo lugar. Amon saiu correndo.
    -O que foi!??!!?

                  Ao chegar à porta e olhar, teve uma visão assustadora: centenas de cápsulas -em cada uma, habitava um ser.

    -Estão funcionando?
    -Não mais, o sistema de energia, não tem mais nada, seja lá o que realmente for, mas não foram desligados e, sim, abandonados aqui.
    -Não têm aparência de estarem abandonados. As cápsulas estão lacradas e, olhe pelo chão, Dankhan, a imensa quantidade de cabos de energia.
    -Então o sistema esgotou as baterias antes de serem novamente ativados.
    -Parece ter luz ali mais a frente.

                  Dankhan virou-se para olhar, o lado que Amon indicava, realmente tinha um pouco de luz vinda do outro lado. Neste momento ele sacou de sua pistola.

    -Amon, fique aonde está! Seja lá o que existir, pode não ser amigável, eu vou primeiro.

                  E, assim, Dankhan caminhou lentamente até as cápsulas mais ao centro do saguão.

    -Esta aqui funciona, está em perfeito estado de animação suspensa, em sua cápsula muito fria. Ele começou a limpar o vidro e assim enxergou em seu interior um ser de rosto pintado, adormecido ali, nas cores prata com azul marinho, com estrutura hiperconservada, pulsando energia pura.
    -Bingo! Achamos Amon! foi isso que nos chamou.
    -Tem um aspecto mecânico. Olhe as juntas em seus braços: é uma de nós.
    -Não tenho muita certeza e, também, não tenho a quem perguntar. Só temos a opção de levar tudo isso conosco.
    -Devemos?
    -Sem sombra de dúvida. Ed?
    -Mais uma parede para explodir?
    -Não, por hora. Traga a nave e os guardas o mais perto possível da caverna. Encontramos um presente para Maximillian.
    -Amon.
    -Sim, Dankhan.
    -Vá até a carga. E prepare os cabos de energia, isso aqui não irá conseguir sobreviver se desconectarmos de uma só vez a fonte de energia.
    -Entendido.

                  E, assim, os dois guardas chegaram para começar a decifrar aquele medonho quebra-cabeça: como desconectar toda aquela cápsula e ao mesmo tempo evitar a perda do ser. Dankhan, com seus conhecimentos, não teve grandes problemas. O maior deles foi realmente o peso. A operação demorou quase duas horas mas foi concluída com êxito.

    -Tudo conectado e ela continua dormindo.
    -Como sabe que é 'ela'?
    -Não tem cara de ser 'ele'.
    -Muito bem! A postos! Vamos voltar. Ed prepare a decolagem: quero sair logo daqui, não estou gostando deste lugar nenhum pouco. Amon desative dois guardas, o terceiro irá pilotar durante a volta, afinal, eu estou morto de canseira.

                  Desta forma, D.N.A.S, alçou, mais uma vez, vôo até o céu absoluto, deixando o planetóide para trás mas carregando consigo não apenas uma simples pergunta e, sim, um novo ser, para a nossa Mechapolis decifrar.