Mechapolis Chronicle I : Nanomachines. Mechapolis, uma grande cidade, localizada numa das mais pacíficas planícies deste belo planeta, encontra-se obrigada a lutar por seus habitantes. Temíveis War Robots voltaram a assolar suas muralhas, sendo comandados por seu maléfico criador, Dr. 59. Do alto das montanhas de Sync-On, o mais perverso de todos os mechas já conhecido, continua enviando suas hordas de terror sobre intransponíveis e fortemente armadas muralhas de Mechapolis. Do alto, um bravo mecha continua combatendo, usando suas armas: duas pistolas. D. Gun Smith, um dos mais valorosos soldados, defendia a entrada dos portões oeste, auxiliado pela guarda. Nenhum War Robot conseguia chegar mais do que a alguns metros, o combate continuava emparelhado. Então, os portões foram abertos e dois grandes seres saíram de
Mechapolis, preparados para morrer por seus ideais. Galopando pelas ruas
e saindo para o campo, o jovem fundador inicia seu combate contra as levas
de War Robots. Bravamente, luta: defendendo seu maior sonho, usando suas Mas os War Robots continuam o ataque com maior intensidade, obrigando os mechapolitanos a recuar. Nesse instante, entra em cena um dos mechas mais poderosos: -Saiam da frente!! Gritava o mechalion. O impetuoso mecha prepara seu sistema e, prontamente, executa com perfeição um de seus letais ataques que varreu a maioria dos War Robots, ensejando a deixa perfeita para terminar aquele combate. -Parabéns, Orm! Do alto, D. observa o mechalion à frente dos portões. -Muito bem! Vamos limpar a bagunça! Falava D. Guardando sua pistola, o capitão da guarda, D. Gun Smith, organiza o fim daquele árduo combate. Ao longe, o jovem fundador vem caminhando mais sereno. -Mesmo não apreciando uma guerra, sou obrigado a defender os meus ideais. Logo, ele vê seu amigo Orm sentado no chão, olhando para o céu. -Cansado, Orm? Saltando de cima das muralhas e caindo ao lado do mechalion, D. aguarda a chegada de seu líder. -Muito bem! Não tivemos muitas baixas! Maximillian chega aos portões e guarda sua lança. -Talvez, um dia, tenhamos de ir a Sync-On para lutar, de igual para igual,
contra 59. Andando calmamente, Orm emparelha com o fundador. -Mais um dia, comum para Mechapolis, disse Orm. Vendo seus amigos correndo pelas calmas ruas, Maximilian ouvia os portões sendo fechados e lacrados. Olhando todos aqueles mechas, apressados, correndo em todas as direções, sobreviventes de mais um combate, o jovem líder refletia sobre outras questões. -Mais um dia continuamos a viver. A noite logo chegará e eu preciso pensar em como será o amanhã. Quem chega a seu lado é o velho e solidário Arman. -Que tal pensar num dia de cada vez? Arman baixa a cabeça e recorda-se de um tempo há tanto esquecido. -Se houvesse uma forma de esquecer que dia é hoje, com certeza seria o
primeiro a querer... Deixando Arman, ali, resolvendo tudo, Maximillian caminhou pelas ruas, olhando cada construção, cada mecha e se recordando dum tempo mais antigo, nunca esquecido. Paradise Night Club Aqui mora a alegria e a descontração para todos os mechas. Não há espaço para a tristeza. Os mechas se reúnem para conversar, contar grandes piadas. Enfim, é um local onde muitos terminam o dia, computando ganhos ou perdas. Assistindo um dos shows do local, D. e Orm conversam. -Está tudo bem com o jovem fundador? D. bate o copo sobre a mesa e levanta-se. -Esquecemos completamente!! E ainda o convidamos para vir até este lugar! Que
mancada. D. senta-se novamente. -Também esqueci. Maldita memória! Às vezes esqueço coisas muito importantes. Cof...! Orm cospe longe o que bebia. -Não compramos nada para Julie!! Cof...! Prontamente D. cospe longe também. -Hoje o dia está bravo! Abrindo seu bolso e jogando alguns créditos sobre a mesa, D. e Orm saem do clube e recebem uma chuva torrencial. -Não existe coisa mais triste do que um mechalion ensopado! Logo os dois correm sob a forte chuva. Procurando chegar ao shopping, em meio a trovões, eles param diante de uma pequena loja. Orm avistou algo. -Veja, D. Abriram a porta e entraram. -Boa noite, senhora! Poderia nos vender aquela boneca de pano da vitrine? Orm ficou olhando para aquela mecha. -Senhora, tem idéia de quem é este mecha? Orm aceitou aquilo por amor a pequena Julie. Saiu da loja, aguardando lá fora, na chuva. A vendedora prontamente terminava de embalar a pequena boneca para entregar nas mãos de D. -São 100 créditos, senhor. Ao pegar a caixa, olhando para fora, voltou sua atenção para a vendedora: -Aquele mecha, senhora, ajudou a salvar todo o nosso povo! Você é um dos
mechas criados nesta cidade, deveria ter um mínimo de respeito. É o Mechalion! D. sai da loja batendo a porta. -Aconteceu algo, D.? Seguiram correndo pelas ruas desertas e conversavam. -Esqueça isso D., nem todos os mechas sabem ser agradecidos. Ao chegar, ambos estão totalmente encharcados. D. olha pela janela e avista Julie. -Está acordada, Orm! Eles rodearam a casa e abriram a porta do fundo, entrando de mansinho. D. procura não fazer barulho. Orm tenta ser o mais silencioso possível. -Parabéns!!!! Julie!! A jovem mecha assusta-se e salta para abraçar D. -Vocês lembraram!!! Viva!! A pequena Julie desce dos braços de D. e abraça o mechalion. -Orm, você é muito legal! D. olha para os lados e não a encontra. -Onde esta Thérèse? Julie olha para o quarto de Thérèse. -Depois que vocês saíram, ela foi se deitar. D. e Orm correm para o quarto de Thérèse e a encontram ainda deitada. -Thérèse??!?! Fale algo, Thérèse! Ele a pega em seus braços e a segura para não cair. -Ontem, estava bem... Com todo o cuidado, D. coloca-a novamente na cama. -Durma bem, minha doce Thérèse... D. saiu do quarto e fechou a porta. -Como ela está, D.? D. vai para a varanda, abre a porta e puxa uma cadeira. Orm o acompanha. -Estou preocupado, D.! D. tira do bolso uma caixinha com um baralho. -Quer jogar? Tensos, os amigos começam a jogar, ponderando sobre suas vidas e de toda Mechapolis. Mal sabiam o que os aguardava, no dia seguinte... Amanhecer, Casa de D. Dormindo na varanda, Orm e D. são acordados por barulhos estranhos. D. levanta-se primeiro e vê um mundo caótico: centenas de mechas rastejando diante dele. Todos sofriam e ele ficou chocado. -Orm!!! Acorde!!! Vamos!!!! Acorde!!!! O mechalion levantava-se, sem entender a gritaria do seu amigo. -Que horas são, D.? É muito cedo... algum ataque??? Lembra-se de Thérèse e adentra sua casa, encontrando-a caída no corredor. -Thérèse!!! Thérèse!! Fale comigo!! Orm fica sem entender o que ocorria lá fora. Corre para o quarto de Julie, abre a porta e aproxima-se da cama da jovem mecha. -Julie... Julie... A pequena Julie sobe nas costas de Orm e ambos saem da casa. Lá fora, encontram D., com Thérèse em seus braços. -Venha! Vamos para o centro de comando! Arman deve estar lá!! D. carregava Thérèse em seus braços e Orm levava Julie. Ambos deviam atravessar as ruas lotadas por mechas: todos agonizando e clamando por ajuda. -Toda a Mechapolis padece! Disse Julie. Chegando à praça, os amigos separaram-se para continuar buscando pelas mesmas respostas. Mas toda Mechapolis padecia daquele terrível mal, que assolava, imparcialmente, todos os mechas. D. corria com seu verdadeiro amor nos braços, observando-a piorar a cada passo. -Resista, Thérèse... D. prontamente pára de correr e, diante de uma grande árvore, senta-se no chão com Thérèse. -D... precisa salvá-los... Ela estende sua mão para tocar a face do seu amado. -Estarei aguardando o seu retorno, aqui mesmo... Thérèse desfalecia, deixando sua mão cair, D. segurou-a, firme. -Espere-me, meu amor... Imediatamente, o Capitão da Guarda levantou-se e olhou tudo com atenção. -Até mesmo os guardas sofrem. Em menos de um dia, Mechapolis inteira está morrendo. Ele aciona o seu comunicador e busca por algum sinal. -D.!!!! D. começou a correr mas parou subitamente, voltando seu olhar para ela que estava encostada naquela árvore. -Thérèse... Deixando para trás aqueles pensamentos, ele parte sem olhar para trás, buscando chegar o quanto antes aos portões. Casa de Arman -Orm... Ajudando Arman, o mechalion coloca-o em uma cadeira, perto da mesa onde há vários papéis espalhados. -Orm! Mechapolis pode ser destruída!!!! Com muita dificuldade o conselheiro consegue ficar em pé. -Quero ajudar também, Orm. Orm enxerga na pequena Julie uma seriedade incrível, diante de um fato aterrorizante chamado guerra. -Certo! Vamos para o centro! Arman tente chegar ao lab 22! Assim, o grande mechalion deixa a rústica morada, levando nas costas a pequena julie. E a cena se repete: quarteirões inteiros lotados de mechas, sofrendo. -Já ouço as primeiras explosões... Julie permaneceu atenta durante o caminho. Centro de Comando Adentrando o lugar, o centro estava silenciado. Todos os mechas já estavam desativados. Orm aproximou-se de um deles e, com a pata, moveu-o. -Deixe-o, Orm! Devemos chegar a sala de comando! Usando sua força, o mechalion subiu, corajosamente, todos aqueles andares, desviando de tantos mechas já caídos, testando seus sentimentos ao avistá-los aniquilados, sem explicação. Escadarias sufocantes para Orm até atingir o último andar. Lá, quebrou a porta com suas garras, encontrando o centro de comando deserto. Julie pulou das costas do mechalion e, prontamente, assumiu o comando, acionando os sistemas. -Atenção sistema! Inicie a varredura do campo. Contagem de inimigos. Prontamente o sistema respondia e iniciava a paginação dos dados. -Conhece este sistema, Julie? Julie mudava sua posição no centro, integrando-se ao sistema central. -Vá, Orm! Saltando por uma das janelas, o mechalion caiu ns cobertura do prédio vizinho. De telhado em telhado, corria rumo ao leste de Mechapolis. Portões do norte Continuando o combate, D. e Maximillian começam a sentir um certo enfraquecimento em seus sistemas. -Vamos perder, jovem fundador? Nesse momento, as barreiras de energia cobrem todo o norte de Mechapolis. -Alguém está no centro de comando? Indagou Maximillian. Quando as barreiras de energia tocam o solo, os portões do norte ficam protegidos dos ataques de War Robots. -Eles podem dar a volta, D. D. guarda sua arma. -Vou para o lab 22. Arman deve estar precisando de ajuda. Vem também D.? Entre a cidade e as montanhas Um mechalion perfazia a distância, suportando os primeiros sinais de desgaste em seu sistema. Seu caminho jamais estaria, totalmente, aberto. Quanto mais se aproximava de Sync-on, mais via War Robots mas nenhum deles o atacava. Contrariamente, deixavam-no passar. Cruzando os limites da montanha, Orm viu grandes portões, totalmente abertos. -Hum... alguém me aguardava... apareça 59! Das sombras, o enlouquecido mecha mostrava sua face diante do mechalion. -Seja bem vindo, Orm!! Há quanto tempo!! Laboratório 22 Arman estava sofrendo sem trégua, Maximillian chegou para ajudá-lo. -Arman? O conselheiro aponta para a tela em frente e Maximillian fica estarrecido. -Seres microscópicos invadirão nossa Mechapolis e estão corroendo
os nossos sistemas de dentro para fora... Tentando manter-se em pé, o velho conselheiro despenca, com seu sistema desativando-se. -Arman!! Arman!!!!!! Nada mudava a situação, o conselheiro estava 'off' por completo. -Ele só não me contou a razão de nossa imunidade... Nesse instante, o jovem fundador sente algo penetrando sua mente, mudando seu sistema. Algo forte e muito abalador, levando-o a cambalear. -Falei cedo demais... Sync-on -Mas então, Orm... a que devo a visita? Sem responder, o mechalion salta derrubando o Dr. 59 e subjugando-o com suas pesadas patas. -HaHaHaHaHa!!! Se me destruir, Mechapolis sera destruída! HaHaHaHa!! Orm olha a frente e vê um grande maquinário, trabalhando sem parar. Ele solta o Dr. 59 e caminha dá alguns passos. -O que pretende fazer? Desistir? Dr. 59 falava enquanto levantava. Correu e entrou na fábrica. Dr. 59 chama seus War Robots para detê-lo. Inicia-se a perseguição e, logo, perdem-no de vista. -Continuem a busca! Impossível esconder-se em meu território!! As tropas voavam por toda a área, buscando nas reentrâncias... mesmo com todo empenho, o mechalion desaparecera... -Dr. 59, ele desapareceu. Mal imaginava que o mechalion tinha em sua mente uma cartada bem maior... Porões de Sync-on -Há muito tempo, roubei os planos desta fortaleza, dos sistemas de seu pai, Gannis. Supunha que seria uma informação vital. Maximillian tinha razão... Descendo pelas mais escamoteadas passagens, o mechalion continua até a fonte de terminais. Algumas escadarias o separavam de seu objetivo. -Hum... ele modificou algumas partes da planta original. Espero que Mechapolis esteja se saindo bem, nesta hora... Ruas de Mechapolis Andando com dificuldades, Maximillian cambaleia pelas lotadas avenidas. -Jovem fundador?? D. sente a voz de Maximillian diferente. -Tudo bem?? Toda a Mechapolis estava cercada por levas e levas de War Robots que, sem piedade, aguardavam apenas uma pequena falha nas barreiras. Julie continuava firme no centro de comando. Reatores principais, subsolo -Agora mude as chaves 101 a 252, D.! D. olha com muita atenção para sua tela. -Hum... explodir as barreiras. Arman tem grandes idéias, devia deixar de lado o cargo de conselheiro e desenvolver estas belezas para nossa Mechapolis. Quem chega ao reator é Maximillian. -Precisamos de paz, D. e não de mais armas... D. levanta-se e corre para ajudar o amigo que cai. -Seja lá o que for, está em meu sistema também. E assim Maximillian tem seu sistema desligado. -Hum, nanomáquinas... Julie, termine os cálculos de Arman, poderemos necessitar -Iniciando o processo, imediatamente. Porões de Sync-on Depois de muito andar, Orm finalmente chega aos sistemas principais e, logo, conecta-se aos mesmos. -Muito bem, vamos ver quais os planos deste mecha... Hum... estrutura ínfima, com máximo poder de reprodução... nanomáquinas... hummmmm... Dr. 59 e suas idéias sempre incríveis. Lamentavel usá-las para o mal... desperdício. Distraindo-se, o mechalion continuava suas descobertas sem notar o que se aproximava. Quando entendeu, foi tarde demais: teve seu corpo atirado, caindo vários metros longe. Uma imensa hydra o atacara. -Em todos os momentos de triunfo, meu pai encontrou um mechalion imbecil,
disposto a perecer, somente para arruinar seus planos. Hoje, sua raça está, sim,
extinta, restando apenas você!! Aceite o seu ciclo e desapareça da minha frente! Abrindo a imensa boca, a hydra despejava o seu terrível ácido, corroendo a parede em alguns instantes. -Também refiz o ácido! HaHaHaHaHa!! Orm avistava a saída alguns metros adiante, passando pela hydra. -Vai tentar uma corrida? O mechalion mostrou sua força. Com um grande rugido, acionou seu sistema e concentrou um poderoso ataque. Dr. 59 abriu suas barreiras de energia tentando defender-se. -Esqueceu o que nós mechalions podemos fazer??!?!!? Disparando uma das mais poderosas rajadas de energia, fissurando a grande abominação de aço, levando a destruição imparcial, Orm recuperou-se logo e saltou por aquele mar de ácido, atingindo a saída. -Preciso sair daqui antes que esse bicho se recupere. Maximillian deve ser avisado para deter essas tais nanomáquinas! Deixando aquele espaço, o mechalion encontrava muitos War Robots e isso o atrasava cada vez mais. Então, resolveu ignorar os combates e concentrar o restante de suas energias para fugir daquele lugar. Logo foi encurralado pelos War Robots. -É, não tenho alternativa, vou 'fabricar' minha saída deste antro. Enquanto a fera rosnava, mais uma vez, e preparava o seu sistema para mais um ataque, recebia uma mensagem de queda de energia de 30%. -Ignorar mensagem... O sistema dispersava energia suficiente para deixar metade da atual mechapolis funcionando, abrindo as grossas camadas de aço e pedra das montanhas, eliminando um grupo de War Robots a sua frente. -Agora posso sair daqui... Ganhando as planícies, o mechalion voltava velozmente para Mechapolis. -Julie!??!? Julie!?!?!? O centro de comando mostrava-se em silêncio. -Vamos lá, Julie... escute-me! E nenhuma resposta vinha de Mechapolis. -Temo pela existência de meu lar... Enquanto retorna, inúmeros war Robots reaparecem e o mechalion compreende ser impossível apenas fugir dos combates. Desta forma, ele começa a eliminá-los, seletivamente. Reator Sem trégua D. continua o seu trabalho, focando a energia para as defesas de Mechapolis. Enquanto isso, o jovem fundador agoniza: seu sistema está sendo corrompido, por completo. -Orm! Está demorando! Volte logo! Temos grandes problemas aqui! Quem entra no setor é a pequena Julie. -Meus esforços nada mais valem no centro, fixei os sistemas para manter as
barreiras até a última carga de energia, D.! Ela aproxima-se de Maximillian, que está caído, sentando-se a seu lado. -Por que apenas nós estamos funcionando, D.? Interrompendo a conversa deles, toda Mechapolis sofre um grande abalo. -A energia começa a perecer, Julie. Entre a montanha e a cidade Um exausto mechalion continua correndo sem parar até, finalmente, chegar a colina mais próxima. Olhando pela linha do horizonte, ele avista seu amistoso lar, sitiado por centenas de War Robots. -Agora, só a sorte poderá me ajudar! Sem nada temer, parte para as muralhas, correndo e saltando, transpondo as barreiras de energia e caindo do outro lado. -Julie pensou em tudo, deixou apenas as identificações dos mechapolitanos passarem por esta barreira. De imediato, abre um canal em busca de contato... -Maximillian??? Arman?? D.??? Julie??? Alguém ainda funciona? Mais alguns quarteirões de corrida e uma longa escadaria dividia o mechalion de seu destino. Ao abrir as portas, ele encontra seu líder caído. -Temos uma chance de deter estas nanomáquinas! O mechalion aproxima-se do sistema e conecta-se ao mesmo, mostrando todas -Agora tudo faz sentido! Vamos mudar a freqüência da energia deste
reator para explodir as barreiras. Assim, eliminaremos dois problemas de uma só vez. D. olha para Julie: ela senta ao lado de Maximillian. -Posso me conectar ao fundador... D. abre seus bolsos, retira suas ferramentas e começa a abrir a blindagem de Maximillian. -Com cuidado, D.! Removendo as primeiras placas e isolando a mente do jovem fundador, D. consegue conectar Julie àquela estrutura. -Agora é com você, Julie! Sentindo seu corpo ficar mais leve, a pequena julie avança naquela mente corrompida pelas nanomáquinas, até atingir a essência do fundador. -Maximillian... Orm termina de conectar os sistemas e fica aguardando alguns segundos. -D... Novamente um abalo sacode o lugar. -Espero que ele consiga, logo! Os minutos passam e o tempo continua contra todos. Julie continua servindo de ponte para os sistemas. Mesmo sendo corajosa, começa a fraquejar e mostrar sinais de cansaço extremo. -Escuta o som dos disparos? Orm dividia sua atenção entre as telas do reator, o corpo do jovem fundador aberto com sua estrutura exposta, seus fios estendidos para todos os lados, uma jovem mecha decidida a sacrificar sua existência e um mecha confiante em mais cinco minutos. -É demais para a minha cabeça! D. arregalou seus olhos para a tela. -Terminou! Rápido! Vamos mudar o processo de energia! Desça e comece a
trocar as chaves! Vamos explodir as barreiras, agora! Disparando do recinto, Orm corria para o andar mais abaixo e começava a mudar o chaveamento. D. gerava as últimas instruções e assim o reator usava o restante de sua energia. Fora de Mechapolis, as barreiras mudam suas cores para um azul mais forte, o que faz o ataque dos War Robots parar. Sem entender, eles se aproximaram mais da barreira. Foi quando sentiram seus sistemas serem desligados. A barreira emanava ondas de energia até explodir, varrendo todos os adversários. Praça -Meu sistema está voltando... conseguiu D.! Falava Thérèse. Todos os mechapolitanos caídos agora conseguiam levantar-se. Cansados mas ainda funcionando, indagam o que acontecera com seus sistemas. Thérèse, ao ficar de pé, buscava encontrar D. mas nada via. Quando olhou para os céus, viu a energia azulada se dissipando. -O reator!! Saiu correndo pela praça até esbarrar em Arman. -Eles estão no reator, Arman! Arman liderava um grupo de guardas até o reator. Encontraram o corpo de Maximillian naquelas condições. Julie estava caída a seu lado. Thérèse corre, agarra sua filha e começa a chorar. -Julie!! Julie!! Responda, por favor.. responda!! O conselheiro aproxima-se de Maximillian e vê os cabos conectados a Julie e ao reator. -Uma ponte entre os sistemas! Então ele levantou a cabeça e avistou D. parado no comando do reator. -Prendam o capitão da guarda! Ordenava Arman. Prontamente os guardas rendem-no. D. sai sem falar nada e Orm encontra-o na saída, aprisionado. -D.??? Soltem-no agora! Falava Orm, nervoso. Prontamente o mechalion chegou à sala do reator e encontrou Arman de pé. -Você estava aqui e presenciou isso, Orm? Orm se vira e sai. Thérèse carrega em seus braços sua amada filha desativada e Orm a acompanha. Os dias tendem a passar de forma lenta e calma, mas logo chega o fadado Tribunal Um longo julgamento ponderava as atitudes do mecha, responsável pela salvação de Mechapolis mas, ao mesmo tempo, pela perda do seu fundador. Toda a assistência, que foi salva por este mecha, agora xinga e recrimina. Sentado, sem mover um dedo, D. suporta tudo. -Muito bem, vamos dizer qual a sua sentença, meu caro D. Ele se levanta e espera seu julgador proferir a sentença. -No mínimo serei destruído... resmungava D. Mas as portas são abertas e para a surpresa de todos, quem adentra o tribunal nada mais é que Maximillian.. -Sua sentença será o exílio de Mechapolis. D. fica surpreso de ver seu antigo amigo, chegando para salvar seus componentes. -Mas como? Jovem fundador? Assim, D. saiu do tribunal ladeado pelo fundador. -Que maluquice é esta, Maximillian? Saindo pelos fundos, Orm os aguardava com um transporte pronto. Nele, Thérèse esperava seu amado D. Maximillian deixou os guardas para trás e soltou as amarras de seu amigo. -Preparei toda a sua fuga! Hoje vocês chegarão ao seu novo lar! Todos a bordo. Orm dirigiu para fora de Mechapolis, evitando a turba que aguardava a sentença daquele mecha. -Onde vamos? Indagava D. Deixando Mechapolis pelo portão do leste, Orm dirigia para a floresta de clusters. D. olhava para trás e via a estrutura de Julie. -Ela ainda existe? O transporte penetra na floresta e, minutos depois, alcança uma clareira. -Aqui tem uma casa? Desembarcando, Orm ajuda a levar a urna onde está Julie. Thérèse acompanha, deixando D. e o fundador para trás. -Imaginei que tinha destruído você também, fundador. D. estende sua mão para Maximillian. -Quando precisar de mim, saberá onde me encontrar, fundador de Mechapolis! Maximillian e Orm adentram o transporte e partem da clareira, deixando D. sozinho. Thérèse sai de sua nova casa, aproxima-se e segura sua mão. -Você pode voltar a Mechapolis, Thérèse. É a mim que eles odeiam. E desta forma, o capitão da guarda, foi morar num recanto desconhecido de toda Mechapolis. No caminho de volta, Maximillian ficou calado. Orm, do seu lado, pouco falou. -Vamos ter muito o que explicar. -Suas ordens, seu destino, fundador... Depois de retornar, Maximillian ficou isolado de seu próprio mundo, só pensando sobre a intriga que o tempo revelou... Porém, numa noite de chuva forte, um ser corria pelas ruas de Mechapolis, buscando as sombras como refúgio. Tentava alcançar os portões do oeste. Nem imagina que esta sendo seguido de perto por outro ser. Caminhando com cuidado, finalmente cruza os portões e deixa Mechapolis para trás. Do alto das muralhas, outro ser o avista. -Então chegou o dia: o mechalion partiu em busca do segredo escondido nas areias do deserto...
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